O Excesso de propagandas está destruindo o seu negócio

Ninguém liga a TV para assistir ao jogo do Corinthians x Palmeiras esperando pelo show do intervalo.

Convenhamos: as propagandas são um porre. Você liga a televisão coloca no seu canal favorito para assistir o seu programa favorito e lá estarão eles: os comerciais. Você abre a revista e se depara com sessões e mais sessões de páginas dedicas exclusivamente às propagandas. Você entra no YouTube para ouvir uma música e, de repente, propaganda… Nunca 5 segundos foram tão longos.

Se você for como eu, você ignora a maioria das propagandas e muito provavelmente não deve se lembrar da última que viu. Não se preocupe, eu também não lembro.

Ao invés de anúncios que te interrompem e interrompem o consumidor que você quer atingir, anúncios que são repetidos à exaustão, agora, você consome propaganda sem perceber que ela está diante de ti. E o pior: Você ainda busca por ela mais de uma vez ao dia.

Como isso é possível?

A alegoria do aeroporto explica essa situação para você

“Imagine que você esteja em um aeroporto vazio de manhã cedo. Não há quase ninguém lá, enquanto você caminha tranquilamente até o seu avião.

De repente, alguém se aproxima de você e pergunta: “Com licença, você pode me dizer como chegar ao portão sete?” Obviamente você não esperava que alguém aparecesse e fizesse essa pergunta, mas como lhe parece uma boa pessoa e você tem um tempinho sobrando, você interrompe o que estava fazendo e indica o caminho.

Agora imagine o mesmo aeroporto, mas são três da tarde e você está atrasado para o voo. O terminal está lotado de pessoas umas se esbarrando nas outras. Você já foi abordado cinco vezes por várias instituições de caridade falsas no caminho para o portão e, para piorar, você está com dor de cabeça.

A mesma pessoa vem até você e faz a mesma pergunta. Provavelmente, sua resposta será um pouco diferente. Se você for um nova-iorquino, provavelmente irá ignorá-lo. Ou você irá parar o que está fazendo, dizer “Desculpe” e seguir em frente.

Um terceiro cenário é ainda pior. E se essa é a quarta, décima ou centésima pessoa que te fez a mesma pergunta? Mais cedo ou mais tarde, você irá ignorar as interrupções. Mais cedo ou mais tarde, tudo se tornará um ruído.

Bem, sua vida é muito parecida com essa cena de aeroporto. Você tem muito o que fazer e não tem tempo suficiente. Você está sendo constantemente abordado por estranhos. Todos os dias você é exposto a mais de quatro horas de mídia. A maior parte é otimizada para interromper o que você está fazendo. E está cada vez mais difícil conseguir um pouco de paz e sossego.”

– Permission Marketing. Seth Godin.
Seth Godin - HSM University
O cara por trás do livro Permission Marketing: Seth Godin.

O autor do livro citado acima explica o que hoje vemos como propaganda; a estratégia de marketing amplamente disseminada e utilizada nas plataformas digitais, tanto por quem vive somente de internet quanto de empresas que entendem as redes.

As pessoas que entram na internet entram porque estão em busca de algo. Elas não querem ser interrompidas; querem se entreter, conversar com os amigos, compartilhar a própria vida e, principalmente, sair do tédio. Antigamente éramos obrigados a nos entreter na mídia televisiva. Apenas 5 canais, com os mesmo programas de sempre – aqueles que davam sono – e com todos aqueles comerciais entre uma sessão e outra.

A internet abriu uma lacuna: deu espaço para que mídias independentes crescessem a ponto de tornarem-se microcosmos únicos, capazes de prender as pessoas por infindáveis horas na frente da telinha.

O que estava apenas na tela de um computador foi transferido para a palma da sua mão; eu aposto que você não é mais dependente da TV e que parte do tempo que você gasta em entretenimento é no seu celular, digo mais: muito provavelmente você gasta a maior parte do tempo nas redes sociais.

Se você está entediado, você abrirá o seu Instagram para dar uma “scrollada” no feed ou ver os stories dos seus amigos.

O Marketing de Permissão do Seth Godin funciona tão bem por um motivo muito simples: essas mídias independentes dão informações e conteúdos tão interessantes aos usuários que eles não se importam se eles, em algum momento, estarão vendendo alguma coisa ali, na verdade, o processo de venda e tão rápido e curto que, quando alguém vende algo, você nem sentirá que houve uma venda, e o processo de criação de relacionamento continua por meio da criação de conteúdo constante.

Isso gera um efeito psicológico no usuário. Esse efeito foi bem explicado no livro de Robert Cialdine, Armas da Persuasão.

O autor do livro usou um experimento de pesquisadores para explicar ele. No estudo, os pesquisadores testaram duas situações, onde o cenário posto era uma entrevista de emprego. Duas pessoas estavam numa sala aguardando para serem chamadas para entrevista, sendo uma delas um dos pesquisadores.

Na primeira situação o pesquisador saí da sala e volta com uma Coca-Cola somente para ele, após um breve dialogo pede um favor ao colega que está esperando pela entrevista. A maioria dos pedidos foram negados na primeira tentativa.

Na segunda situação o pesquisador saí da sala e volta com duas Coca-Colas, ele entrega uma Coca ao colega e lhe dá Boa Sorte na entrevista, após um breve diálogo faz o mesmo pedido. O contrário acontece com estrondosa diferença. As pessoas por se sentirem recompensadas pela cordialidade ficam inclinadas à retribuírem o favor, não conseguem dizer não numa situação onde já foram presenteadas com antecedência, a ponto de sentirem-se mal se não o fazerem e, por esse motivo, elas aceitavam o pedido do pesquisador que havia lhe entregado a Coca gratuitamente.

Esse é o mesmo efeito gerado por pessoas que produzem conteúdo na internet – Obviamente numa escala muito maior de entrega e criação de relacionamento com o telespectador. A geração de conteúdo que ajuda o usuário do outro lado o compele a pedir mais e, em algum momento, querer a ajuda daquele profissional. Essa é a melhor forma de criar propagandas sobre o seu negócio, você atraí o seu cliente por meio de dicas práticas de como usar o seu produto e mostra formas úteis de como o seu produto o ajudará no dia a dia ou, numa situação específica e pontual.

Se a dica for muito boa, a pessoa passará a consumir mais o que você tem a dizer e, em algum momento, se sentirá impelida a buscar por você para resolver um problema que ela tenha em relação ao que você vende.

É disso que se trata o marketing de permissão

Seu cliente é o seu amigo

A forma como você lida com os seus clientes e como você os ajuda transfere autoridade, reciprocidade e reconhecimento de marca para os seus consumidores. O marketing de permissão é a base de uma estratégia de marketing que se preocupa exclusivamente com o cliente.

Antes de vender, faça com que seu cliente te conheça, mostre o que você pode fazer por ele e como o seu produto o ajudará. A venda é o processo último de consolidação do bom relacionamento.

Disso que se trata o marketing de permissão. É transformar estranhos em amigos, amigos em clientes e clientes em fãs.

Se você é dono de uma loja de roupa, mostre ao seu cliente estilos de roupas, seja o rosto da sua loja, use o Instagram, que é, na minha opinião, uma das ferramentas mais poderosas da internet para se fazer dinheiro.

Construa uma relação duradoura com esse cliente, faça com que ele seja compelido pelo seu conteúdo à compra do seu produto. Apesar de ser um trabalho que leva tempo, o marketing de permissão cria um laço tão poderoso entre você e o seu cliente que ele passa a fazer parte do seu negócio e se transforma num defensor da sua marca. Você estará protegido.

Faça o que os grandes fazem

Nati Vozza faz comentário preconceituoso e internautas não perdoam
A blogueira que vendeu a sua marca de moda, criada, inicialmente num blog glam4you e alavancada pelo Instagram.

“O Grupo Soma —dono das lojas Farm— fechou acordo para adquirir a NV Comércio de Roupas, por até R$ 210 milhões, segundo comunicado divulgado ontem. Conhecida pela marca by NV, a empresa foi criada em 2009 pela influenciadora digital de moda Nati Vozza…”

A notícia na íntegra você encontra aqui: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/10/27/dona-da-farm-compra-marca-de-moda-nv.htm?cmpid=copiaecola

Mas o que ela fez de tão especial para criar uma loja de roupas que foi comprado por essa bagatela pomposa?

Ora, criou relacionamento com a audiência, tratou estranhos como amigos e os transformou em clientes fiéis e, principalmente, seguiu o preceito básico do Marketing de Permissão.

Esse é um case de extremo sucesso de quem usou a internet para, em primeiro lugar, divulgar a sua paixão sobre moda e em seguida, com uma audiência de pessoas engajadas com o conteúdo criado, vender um produto que atendesse a demanda reprimida que esse público sentia em relação a comunicadora que estava ali dando dicas para todas que a seguiam.

A Nati Vozza, dentro do Instagram seguiu alguns requisitos básicos:

  1. Fez fotos bonitas e vídeos bem gravados para o Feed dela;
  2. Fez Stories sobre os bastidores da empresa, conversando diretamente com o cliente do outro lado e mostrando o que há por trás de tudo que ela faz, além de histórias sobre sua vida e dicas de moda para suas seguidoras;
  3. Fez Lives com convidados para aumentar a autoridade dela nas redes e gerar ainda mais engajamento com o público.

Foi por meio da criação de conteúdo lá atrás, no primeiro blog dela o https://glam4you.com que ela iniciou essa empreitada que culminou na criação da empresa comprada pelo Grupo Soma. O Instagram potencializou tudo que ela criou lá atrás. Ela simplesmente reuniu pessoas em torno do seu próprio nome e deu – dá até hoje – dicas sobre moda para suas seguidoras.

Outro exemplo um pouco mais próximo de uma empresa de economia real, que tem suas origens fora da internet são as peças publicitárias criadas nesse ano pela Burger King Brasil.

Campanhas publicitárias totalmente inusitadas, que alavancaram a marca e trouxeram um estilo de comunicação tão interessante que atraí clientes às redes e, consequentemente, uma parte dessas pessoas atingidas ficaram inclinados à comprar o produto da empresa.

Campanha sobre a pandemia, você pode acompanhá-la na íntegra aqui: https://www.facebook.com/watch/?v=950662748749452
Campanha: Nada além de um Whooper

Essas foram apenas duas das várias peças publicitárias criada pela equipe de Marketing da Burguer King, um exemplo a ser seguido de comunicação nas redes sociais por empresas varejeiras.

Independente do produto que você venda, o Marketing de Permissão é o melhor caminho para você atrair clientes sem incomodá-los.

Essa é a única propaganda que o seu cliente voltará pedindo mais!